Candidato do PL anunciou na quarta-feira o deputado Alfredo Gaspar como vice
Por Maria Luíza Filgueiras e Talita Moreira - São Paulo
Desceu quadrado na Faria Lima, que anseia por candidatos da direita, o anúncio da chapa de Flávio Bolsonaro com Alfredo Gaspar. "Parece que o Flávio leu o mesmo livro que o pai dele no fim do mandato: Como Perder as Eleições", resumiu o chefe de um grande banco. "Ele partiu da ideia de ter uma mulher como vice, em aliança partidária, para uma chapa com alguém pouco conhecido, envolto em acusação pesada, e de mesmo partido. Deu um mau humor geral no mercado."
O que isso significa? "Minha leitura hoje é de um aumento de probabilidade para a reeleição do Lula, o que representa juros mais altos por mais tempo. Vamos chegar a 12%, no máximo, de queda. Vai vir alguma medida fiscal insuficiente e, quem sabe, se o Lula começa a ouvir o Dario, a gente pode sonhar com 8% na melhor das hipóteses", emenda um banqueiro.
Dario Durigan, atual ministro da Fazenda, pode se manter na pasta numa eventual reeleição de Lula. No setor financeiro, tem aumentado a preocupação com novos problemas de crédito nas empresas, que comecem a se refletir na pessoa física, à medida que um enxugamento nas companhias em que o caixa está consumido por despesa financeira possa impactar a taxa de emprego.
Uma sinalização positiva de um novo governo Lula no sentido fiscal poderia criar um rali no mercado, avalia o setor. "Já se o Flávio for eleito, o rali seria imediato, para depois ver como ficaria equipe econômica e condução, com maior alta ou correção para baixo", analisa esse banqueiro.
Pipeline
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