Novo levantamento sobre a corrida presidencial mostra cenário acirrado na reta final antes do primeiro turno
A nova pesquisa BTG/Nexus, divulgada nesta segunda-feira, 28, mostra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva com 42% das intenções de voto no primeiro turno, cinco pontos à frente do senador Flávio Bolsonaro, que aparece com 37%. Na simulação de segundo turno entre os dois, a diferença se estreita: Lula registra 46%, contra 44% de Flávio, resultado que configura empate técnico dentro da margem de erro de dois pontos percentuais.
O levantamento foi realizado a uma semana do primeiro turno, marcado para 4 de outubro. Em relação à rodada anterior, de 21 de setembro, Lula avançou de 40% para 42% no primeiro turno, enquanto Flávio permaneceu em 37%. No segundo turno, Lula manteve os 46% e Flávio oscilou de 45% para 44%.
Como ficou a disputa no primeiro turno?
No cenário estimulado, em que os nomes dos candidatos são apresentados aos entrevistados, Lula aparece com 42%, seguido por Flávio Bolsonaro, com 37%. O escritor Augusto Cury tem 5%, o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, 5%, e Renan Santos, 4%. Romeu Zema aparece com 1%, enquanto os demais candidatos somam 1%. Brancos, nulos e nenhum candidato representam 3%, e 2% não souberam ou não responderam.A diferença de cinco pontos entre Lula e Flávio é maior que a registrada na pesquisa anterior, quando o presidente tinha 40% e o senador, 37%. O resultado também aparece no cenário espontâneo, no qual Lula marca 41% e Flávio, 35%.
A pesquisa estima ainda que 87% dos eleitores que escolheram algum candidato no primeiro turno consideram a decisão tomada e dizem que não vão mudar de voto. Entre os eleitores de Lula, esse percentual chega a 92%; entre os de Flávio, a 91%.
O que mostra o segundo turno entre Lula e Flávio?
Na simulação estimulada de segundo turno, Lula aparece com 46%, enquanto Flávio Bolsonaro tem 44%. Brancos, nulos e nenhum candidato somam 8%, e 1% não soube ou não respondeu. Como a margem de erro da pesquisa é de dois pontos percentuais, a diferença de dois pontos entre os dois permanece dentro do intervalo de empate técnico.O resultado representa uma pequena mudança em relação à rodada anterior. Em 21 de setembro, Lula tinha 46% e Flávio, 45%. Agora, o presidente mantém os 46%, enquanto o senador oscila para 44%.
Nos demais cenários de segundo turno testados pelo levantamento, Lula também aparece à frente. Contra Romeu Zema, o presidente tem 48%, ante 39%. Contra Ronaldo Caiado, são 46% a 42%. Diante de Renan Santos, Lula registra 48%, contra 35%. Já contra Augusto Cury, o placar é de 46% a 42%.
Quão consolidado está o voto para o segundo turno?
A pesquisa indica que a maior parte dos eleitores que já escolheram um dos nomes para um eventual segundo turno considera sua decisão definitiva. Ao todo, 92% dizem que o voto já está decidido e não vai mudar, enquanto 7% admitem a possibilidade de mudança.Entre os que dizem poder alterar o voto, 51% apontam Flávio Bolsonaro como segunda opção, enquanto 16% indicam Lula. Outros 18% afirmam que escolheriam branco, nulo ou nenhum candidato.
Como estão a rejeição de Lula e Flávio?
A pesquisa mostra Lula com 48% de rejeição, dois pontos abaixo dos 50% registrados na rodada anterior. O potencial de voto do presidente - soma dos que dizem que votariam exclusivamente nele ou que poderiam votar nele - chegou a 50%.Flávio Bolsonaro aparece com 51% de rejeição, contra 50% na rodada anterior. Seu potencial de voto permaneceu em 47%.
O que pesa na decisão do eleitor?
Entre os principais fatores apontados pelos entrevistados para a escolha no primeiro turno estão a economia do Brasil, as acusações de corrupção e a rejeição a outro candidato. A pesquisa também mede o peso de temas como saúde, educação, segurança pública e situação financeira pessoal.Entre os eleitores de Lula e Flávio, os motivos declarados apresentam diferenças. No eleitorado lulista, a rejeição a outro candidato aparece como o fator mais citado, seguida por educação e saúde. Entre os eleitores de Flávio, as acusações de corrupção e a economia do Brasil estão entre os principais fatores mencionados.
O que a pesquisa mostra sobre a economia?
A percepção negativa sobre a economia brasileira continua predominante: 51% classificam a situação como ruim ou péssima, enquanto 17% a consideram ótima ou boa. Ao mesmo tempo, aumentou a parcela dos que esperam melhora da economia nos próximos seis meses, que chegou a 46%, ante 36% três semanas antes.Na avaliação do governo Lula, 36% consideram a administração ótima ou boa, 35% a classificam como ruim ou péssima e 28% dizem que é regular. Na aprovação do trabalho do presidente, 46% aprovam e 49% desaprovam.
Qual é a metodologia da pesquisa?
A pesquisa BTG/Nexus foi realizada por telefone, pelo sistema CATI, entre os dias 25 e 27 de setembro. Foram entrevistados 2.000 eleitores. A margem de erro é de dois pontos percentuais, com intervalo de confiança de 95%. A amostra considerou cotas de sexo, idade, escolaridade, tipo de telefonia e DDD. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-07557/2026.Veja a pesquisa completa:
Veja
https://veja.abril.com.br/politica/a-nova-pesquisa-btg-nexus-sobre-a-disputa-entre-lula-e-flavio-a-uma-semana-da-eleicao/





