A rodada deve medir queda de aprovação do presidente, consolidação da direita e impacto do custo de vida no humor do eleitor
A nova pesquisa Genial/Quaest, que começou a ser realizada nesta sexta-feira, 10, chega em um momento decisivo da corrida presidencial e promete oferecer sinais relevantes sobre o rumo da disputa entre Luiz Inácio Lula da Silva e o senador Flávio Bolsonaro. Com divulgação prevista para a próxima semana, a partir de quarta, 15, o levantamento será o primeiro do instituto a captar os efeitos mais recentes da campanha - incluindo a entrada de novos candidatos e o avanço da polarização.
O que a nova pesquisa pretende medir?
A rodada atual, que entrevista presencialmente 2.004 brasileiros, busca ir além das intenções de voto e mapear o comportamento do eleitor em diferentes dimensões.O questionário inclui grau de conhecimento dos candidatos, rejeição, possibilidade de mudança de voto e até a segunda opção de escolha - indicadores considerados estratégicos para entender a dinâmica da campanha a poucos meses da eleição.
Lula continua perdendo aprovação?
Esse é um dos pontos centrais da pesquisa.
As rodadas anteriores da Quaest já vinham mostrando queda consistente na aprovação do governo, com equilíbrio entre aprovação e desaprovação. O novo levantamento deve indicar se essa tendência se mantém ou se há sinais de estabilização.
Flávio Bolsonaro sustenta o crescimento?
Outro foco relevante é o desempenho do candidato da direita.
A última pesquisa indicava empate técnico entre Lula e Flávio em vários cenários, consolidando o senador como principal adversário do presidente. Agora, a expectativa é saber se esse movimento continua ou se há sinais de desaceleração.
A entrada de Caiado muda o cenário?
Pela primeira vez, o levantamento inclui Ronaldo Caiado como candidato consolidado, além de nomes de partidos menores.
A presença desses candidatos pode ajudar a medir o espaço real da chamada terceira via - e se há impacto concreto na polarização entre Lula e Flávio.
O eleitor já decidiu o voto?
A pesquisa também busca entender o grau de definição do eleitorado.
Ao perguntar se o voto é definitivo ou pode mudar, o levantamento ajuda a dimensionar o nível de volatilidade da disputa - um fator crucial em eleições apertadas.
O custo de vida pesa na decisão?
Sim - e de forma crescente. O levantamento inclui perguntas sobre endividamento e percepção econômica, temas que vêm sendo apontados como centrais no humor do eleitor. O resultado pode indicar até que ponto a situação financeira influencia diretamente a intenção de voto.
O que essa pesquisa pode indicar para a eleição?
Mais do que números isolados, a nova rodada da Quaest deve revelar tendências. A combinação entre avaliação de governo, desempenho dos candidatos e percepção econômica pode apontar se a eleição seguirá equilibrada - como indicam os dados recentes - ou se algum dos lados começa a abrir vantagem.
O que dizia a pesquisa anterior da Quaest?
O levantamento divulgado no dia 11 de março trouxe mais uma rodada de más notícias para o presidente Lula: o petita oscilou dois pontos para baixo nas intenções de voto em relação ao levantamento do mesmo instituto em fevereiro, enquanto o seu principal adversário subiu três pontos percentuais - com isso, ambos apareceram empatados numericamente em 41% a 41%.
Veja
https://veja.abril.com.br/politica/nova-pesquisa-quaest-sobre-eleicao-presidencial-testa-cenario-com-lula-flavio-e-caiado/





